quinta-feira, novembro 12, 2009

Mandar às urtigas

Agora que reactivei o Facebook, mando o blogue às urtigas.


(Era só uma reflexão inconsequente, mau-humor de dia de anos. Claro que não acho insultuoso, antes pelo contrário.
Eu também desejo dias agradáveis às pessoas. E também gosto das pessoas a quem desejo dias agradáveis.)


terça-feira, novembro 10, 2009

Trust



Um filme muito engraçado, com um humor muito giro, de uma indiezice muito cool e muito pouco choninhas.
Gosto muito desta parte, da gaja a falar com outra gaja sobre o gajo:

Maria: I like him the way he is. Dangerous. But sincere.
Nurse: Sincerely dangerous?
Maria: No. Dangerous because he's sincere.

segunda-feira, novembro 09, 2009

Confiança, respeito e admiração

O que intereressa a Hartley é mostrar como dois inadaptados podem encontrar consolo numa alma quase gémea. (...) Maltratados pelo mundo, eles reconhecem-se e aceitam-se tal como são, numa espécie de tristeza partilhada, a sua solidão mitigada pela companhia magoada do outro. Hartley filma as suas personagens num subúrbio agreste e indistinto, que funciona como uma espécie de deserto moral: ninguém tem grandes convicçoes nem grandes esperanças, apenas traumas e uma infelicidade que se confunde com misantropia.
O que é que Matthew encontra em Maria? E Maria em Matthew? Acima de tudo, confiança. O nome do filme ilustra essa ideia: amamos aqueles em quem confiamos totalmente. Maria testa Matthew (assumindo um risco) quando se atira de cima de um muro, esperando que ele a agarre (o que acontece). Matthew, emocionalmente mais fugidio, reconhece que tem «confiança» nela. E não apenas confiança: também «respeito» e «admiração». Então Maria pergunta se «confiança, respeito e admiração» não é o mesmo que amor. Na verdade, não é uma pergunta: ela exige que Matthew confirme isso. E ele admite: «it equals love».

[Parte de uma crónica do Pedro Mexia, no livro Nada de Melancolia, claro]

Confiança, respeito e admiração. Muito elucidativo. Vou já procurar o filme. Chama-se Trust, é de 1990 e o realizador chama-se Hal Hartley.

domingo, novembro 08, 2009

Tem um dia agradável

Diferentes pessoas recomendaram-me coisas parecidas: que eu tivesse um dia simpático, um dia agradável dentro do possível, um dia minimamente decente.
Não sei o que é que leva as pessoas a suporem que é do meu agrado ter um dia simpático, agradável dentro do possível ou minimamente decente. Um dia desagradável é também um dia agradável, desde que haja saúde: está-se vivo, sentem-se coisas e há coisas a acontecer dentro e fora de nós. Como ter dias desagradáveis? Todos os dias são dias agradáveis, por mais desagradáveis que sejam.

Confirmo

Tento pôr um comentário no livejournal da Cláudia e o livejournal diz-me: Please confirm you are a human below.
Ainda bem que a confirmação é só inserir umas letrinhas que aparecem escritas no ecrã. Assim também eu.

Se quisermos explorar isto e usar uma interpretação pedro-mexiana, aquele human below podia ser uma expressão inteira, uma espécie de adjectivo, e querer dizer a human at a lower place: por favor confirme que é uma pessoa de categoria baixa, de má qualidade em comparação com as outras pessoas.

Festarola

Está a decorrer uma festa opá tipo brutal aqui no meu quarto.


Eu e a Cindy, pá, estamos aqui a ouvir música muita alta e a curtir bué a cena. Além disso estamos a beber vodka puro. Que cena.


A Cindy a beber vodka:


Eu e a Cindy enquanto falamos sobre a faculdade e sobre gajos e bebemos vodka:


Fotografia que a Cindy vai pôr no Facebook:
(Não sou assim tão anti-social: fui almoçar com colegas)

sábado, novembro 07, 2009

Swedish suicide impulse




(o filme é de 1971, chama-se Minnie and Moskowitz e é do John Cassavetes)

Lembra o George Costanza, não é?