Pois, assim anoitece às quatro e meia da tarde. Vou ali planear o meu suicídio antes que anoiteça mais cedo.
domingo, outubro 25, 2009
Domingo é dia de Drake
And I was green, greener than a hill
Where flowers grew and the sun shone still
Now I'm darker than the deepest sea
Just hand me down, give me a place to be
Where flowers grew and the sun shone still
Now I'm darker than the deepest sea
Just hand me down, give me a place to be
Sábado depressivo
Segui a recomendação da Cláudia e fui dar uma volta pela floresta.





























Não fotografei pessoas porque não há. Aparecem pessoas ao longe, carros ao longe. Espelha, no fundo, a solidão existencial do indivíduo que não sei quê e cenas.
À noite fui ver dois documentários deprimentes (um sobre um doente terminal com cancro, outro sobre um homem que vive sozinho num farol na Islândia e é fascinado por pássaros). Estavam quatro pessoas na sala a contar comigo. A um sábado à noite, um festival internacional de curtas-metragens e documentários e quatro pessoas na sala. Ainda fico com melhor impressão destes gajos.
sábado, outubro 24, 2009
A vista da minha janela ao longo do tempo
6 de Setembro
10 de Setembro
12 de Setembro
26 de Setembro
3 de Outubro
10 de Outubro
11 de Outubro
12 de Outubro
24 de Outubro
Foi muito abrupto: ainda no dia 10 de Outubro havia sol.
(este and it goes on diz respeito à mudança na paisagem mas é cantado como na música: por isso o link para o vídeo, para perceberem a referência - o link não é numa de auto-comiseração)
sexta-feira, outubro 23, 2009
Plain
Depois deste post não mais consegui ouvir (e entender) a I'm Throwing My Arms Around Paris da mesma maneira. O que é óptimo.
quinta-feira, outubro 22, 2009
"Tried living in the real world instead of a shell (...) I was bored before I even began"
Há certas coisas que, quando as faço, me sinto a transgredir qualquer coisa. Um valor qualquer, uma coisa moral, não sei explicar: não penso no assunto mas sinto-me mal a fazer essa coisa. Como se não fosse uma coisa típica de mim, que corresponda a mim, e que eu estou à mesma a forçar. Há qualquer coisa em mim que não aprova aquilo.

Raramente - e nisto o Facebook que me perdoe mas o Hi5 era muito melhor - vemos fotografias de gajas que tiram fotografias em ângulos pouco convencionais enquanto fazem olhinhos e boquinha.
Os jogos do Facebook, em que muita gente anda viciada e que eu experimentei jogar também, são entediantes e muito pouco estimulantes das capacidades cognitivas básicas. Também não é por aí que o Facebook me conquista.
Pronto, acho que é isto.
Foi por isso que desactivei o Facebook (isto parece um anúncio: uma narração inteira e depois no "foi por isso que desactivei o Facebook" aparecia um gajo a andar na rua ou em casa).
Também não vejo qualquer utilidade naquilo e aquilo deprime-me: não me apetece ver fotografias de pessoas em sítios. Fiche, acho óptimo que as pessoas vão a sítios com amigos e partilhem fotografias de quando vão a sítios com amigos com outras pessoas interessadas em ver pessoas que vão a sítios com amigos.
A mim é que não me apetece ver séries de duas a quatro caras coladas para caberem numa fotografia, com monumentos atrás, a sorrirem enquanto uma das pessoas que está na fotografia agarra a câmara e tira a fotografia. Invariavelmente vemos sempre um bracito a segurar a câmara. O aspecto de 90% das fotografias é mais ou menos este:

Raramente - e nisto o Facebook que me perdoe mas o Hi5 era muito melhor - vemos fotografias de gajas que tiram fotografias em ângulos pouco convencionais enquanto fazem olhinhos e boquinha.
Os jogos do Facebook, em que muita gente anda viciada e que eu experimentei jogar também, são entediantes e muito pouco estimulantes das capacidades cognitivas básicas. Também não é por aí que o Facebook me conquista.
Pronto, acho que é isto.
quarta-feira, outubro 21, 2009
Reflexões sobre um dia de Facebook
O Facebook dá a sensação de se estar conectado a qualquer coisa, ao mundo, a uma coisa que tem vida. Nesse aspecto, é como ligar a televisão ou pôr um cd a tocar quando se chega a casa sozinho e faz impressão estar sozinho e não ouvir barulho. Isto pode ter um efeito positivo quando as pessoas se sentem sozinhas: é ligar o Facebook e ver que há pessoas lá (não sabia mas aquilo é género MSN e dá para ver quem é que está online e iniciar uma conversa).
O Facebook vem assim substituir o MSN - se calhar por isto mesmo é que cada vez vejo o MSN mais vazio. Afinal não é que as pessoas tenham arranjado uma vida: só se mudaram do MSN para o Facebook tal como no passado se mudaram do IRC para o MSN. Isto também tem um efeito positivo: sinto-me melhor agora por ver mais pessoas sem vida, como eu, pessoas que estão em casa à frente do computador. E acredito que não sou só eu, deve haver mais pessoas que se sentem melhor por perceberem que há outras pessoas sem vida.
E comparando o Facebook com o MSN, claro que o Facebook é mais interessante: mais não seja porque dá para ver fotografias. A coisa de que mais gostamos todos: ver fotografias uns dos outros.
Mesmo assim pensei que ia ser mais interessante ver as fotografias das pessoas. O problema é que são todas muito parecidas: pessoas em viagens, paradas à frente de um monumento qualquer, de férias não sei onde ou a visitar uma cidade qualquer com os amigos com um ar cansado e contente.
O Facebook vem assim substituir o MSN - se calhar por isto mesmo é que cada vez vejo o MSN mais vazio. Afinal não é que as pessoas tenham arranjado uma vida: só se mudaram do MSN para o Facebook tal como no passado se mudaram do IRC para o MSN. Isto também tem um efeito positivo: sinto-me melhor agora por ver mais pessoas sem vida, como eu, pessoas que estão em casa à frente do computador. E acredito que não sou só eu, deve haver mais pessoas que se sentem melhor por perceberem que há outras pessoas sem vida.
E comparando o Facebook com o MSN, claro que o Facebook é mais interessante: mais não seja porque dá para ver fotografias. A coisa de que mais gostamos todos: ver fotografias uns dos outros.
Mesmo assim pensei que ia ser mais interessante ver as fotografias das pessoas. O problema é que são todas muito parecidas: pessoas em viagens, paradas à frente de um monumento qualquer, de férias não sei onde ou a visitar uma cidade qualquer com os amigos com um ar cansado e contente.
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