quarta-feira, outubro 21, 2009

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terça-feira, outubro 20, 2009

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É o nosso Daniel Johnston.

segunda-feira, outubro 19, 2009

Desmitificar a cena

Pronto, chego à conclusão que até para mim isto é demasiado robótico.

As pessoas não trocam olhares na rua (hoje tentei mesmo trocar olhares com todas as pessoas que passavam por mim e ninguém retribuiu o olhar que ofereci), no supermercado os empregados são inexpressivos a dizer quanto é que temos que pagar e a dar o troco. Até tenho medo de sorrir. Mais: quando vou na rua eu é que tenho de me desviar sempre das pessoas. Uma colega confidenciou-me que tem de fazer o mesmo. Até a forma como os gajos fazem jogging é robótica. Aliás, fazer jogging é uma coisa robótica, estoico-militar.

Há uns dias que não se vê o sol e, inesperadamente, isto é coisa que causa algum desespero. O céu é mesmo cinzento e denso, parece que nos fecharam num saco de plástico.

Não me importava de comer um pastel de Belém.

domingo, outubro 18, 2009

O post que se segue poderá não sei quê susceptibilidades do espectador

Às vezes quando estou assim vai não vai, naquela fase intermédia entre estar acordado e estar a dormir, vem-me à cabeça uma certeza súbita, sem pensar no assunto, de que vamos morrer um dia - claro - e de que alguém vai ter que morrer primeiro. É uma coisa inevitável. A menos que morramos todos numa catástrofe qualquer. Quem morre primeiro? Quem irá ao funeral de quem? Vens tu ao meu funeral ou vou eu ao teu? Vamos ter conversas fúteis nos funerais uns dos outros? Como é que será vermos amigos que viam, respiravam, falavam, riam e sentiam sem esse impulso que os fazia fazer essas coisas? E depois imagino as caras, que ficam sempre com um ar seráfico no caixão, com aquela expressão dos passarinhos pequeninos indefesos que caem das árvores e que levamos para casa para os alimentarmos mas que no dia seguinte estão deitados de lado sem se mexerem.

Dois meses

É giro ver que afinal há mesmo diferenças entre pessoas de sítios diferentes. Reparei nisso por ter ido a Londres. É giro que em Londres uma pessoa anda na rua e troca olhares a torto e a direito com as pessoas que também andam na rua. E as pessoas vão com pressa, dirigem-se a sítios, e mesmo assim trocam olhares. Em Londres as pessoas também andam aos pares - não andam só sozinhas - e falam alto (o que é óptimo porque dá para ouvir a pronúncia dos gajos).

Só reparei nisto por ter ido a Londres: serve como termo de comparação. Estou aqui há dois meses e uma pessoa habitua-se e esquece-se de como são as coisas em Lisboa. Aqui as pessoas andam sozinhas, é raro ver díades. E quando andam em díades falam baixo (pudera, é uma língua horrível, eu também falaria baixo). Raramente trocam olhares com as pessoas que passam por elas.

Ah, e aqui não há casais agarrados. Devo ter visto uns dois até agora.

sábado, outubro 17, 2009

Comboio Uppsala-Estocolmo

O vídeo é um bocado chato, mas já que gravei deixo aqui.

quinta-feira, outubro 15, 2009